quinta-feira, 27 de novembro de 2008

De vários um composto...

RICOCHETE de Natália Correia

URGENTEMENTE de Eugénio de Andrade
REMOÇÃO DO CADÁVER de Alexandre O' Neill
LISBON REVISITED (1923) de Álvaro de Campos



Avaliando este trabalho, penso ter atingido o segundo objectivo a que me propunha no início deste período. A mudança entre cada autor é evidente, mesmo sendo sempre a mesma voz. A ordem das declamações foi definida tendo por finalidade mostrar uma gradação de extremos. Todos parecem ter pontos em comum. Veja-se a tristeza, a frustração inerente do mundo onde vivem, onde assistem às suas vidas contínuas. Mas cada um o demonstra de forma diferente. Natália Correia demonstra dúvida, como quem sonha com algo diferente, calma e pacientemente. Eugénio de Andrade apela ao senso comum, ao espírito de cada um, para uma mudança começada por ele e terminada por todos. Alexandre O' Neill ironicamente critica esse planeta desgraçado, óbvia mas não directamente. Álvaro de Campos, cansado de tudo, grita, desesperadamente por uma mudança, exterior e interior, de todos e dele próprio. As personalidades por mim foram sentidas, por mim foram exteriorizadas. Talvez não muito conseguido em alguns aspectos orais, avalio assim este trabalho talvez em 14 ou 15. É a minha opinião. E a sua?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

(Re)Conhecendo-me, avaliando-me... (# 1)

No que toca a esta página por mim criada, tenho a dizer que nem todos os elementos estão presentes, como me foi dado a ver, estando presentes apenas o trabalho final do contrato de leitura, assim como a respectiva auto-avaliação (em baixo publicada), e os objectivos e estratégias a que me propus este período, faltando portanto o trabalho final deste último aspecto apontado.
Quanto aos objectivos/estratégias, foram definidos com ajuda da professora, visto que não me eram conhecidos os meus pontos fracos em termos de oralidade nem os métodos para os mudar, portanto, não tenho muito a dizer a não ser que trabalhei para os superar e que houve melhorias nesse aspecto, apesar de não totais e que continuarei a lutar até ao fim para os superar.
Quanto ao trabalho que desenvolvi, é óbvio que não está completo, não por falta de esforço, mas por falta de tempo. Não digo com isto que tenha sido o único ocupado, claro. Ainda assim, e apesar do prazo do trabalho ter expirado, fá-lo-ei na mesma, com o mesmo afinco que faria se estivesse dentro do tempo dispendido.
Por fim, a minha avaliação do contrato de leitura acho que vai de encontro à realidade do trabalho mas, como eu sempre disse e como sempre foi, a palavra final cabe à professora e não a mim.

Como já antes fiz, agradeço as oportunidades que a professora me dá, assim como a paciência que me disponibiliza. E não mais assinarei como "ignorante" mas como "aprendiz", visto que a minha aprendizagem continua a aumentar a olhos vistos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Um capítulo falado...

Aqui apresento uma gravação, sem imagem, de um monólogo presente no capítulo 1 da Primeira Parte do livro «L'Étranger», de Albert Camus, lido pela minha pessoa para avaliação posterior.
A parte foi escolhida de modo a mostrar uma ideia generalizada daquilo que o livro demonstra ser. Começa exactamente no início e acaba numa frase que parece mostrar um pouco do final.

Devo desde já avisar que o vídeo tem, digamos, 11 minutos de duração e não tem um áudio muito audível, por isso, caros ouvintes, recostem-se a fundo nos vossos lugares, aumentem demasiado o volume e seleccionem o
play.



Aproveito agora para avaliar este meu trabalho. Ouvi a minha gravação variadas vezes e reconheço que, em termos de clareza, é necessário ainda algum treino, visto que, como disse anteriormente, expressões não perceptíveis estão afastadas daquilo que eu pretendo atingir. Já realizei enumerados exercícios como aqueles a que a professora me propôs, mas ainda me é difícil mudar a expressão oral.
Acredito haver uma boa escolha no que toca ao excerto do livro, apesar da longevidade, visto mostrar, como disse anteriormente, o tom geral do livro assim como a atitude de outros para com ele, que se repercutirá nos capítulos seguintes do livro até ao derradeiro final.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Um espantalho das palavras...

Pássaros a afugentar:
• falta de clareza em termos oratórios;
• impossibilidade de distanciação da minha personalidade e de consequente aproximação da visão do sujeito poético.

Métodos a usar:
• exercícios de expressão facial;
• leitura de vários textos líricos, de diferentes autores, quase totalmente opostos entre si, para aproximação de personalidades totalmente diferentes da minha.

Para mais sugestões, por favor, comentem.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Alvos a desfazer, finalidades a respeitar...

Duas? Apenas duas… Poderia dizer que é fácil… se realmente o fosse... Quando nos é pedido para analisarmos as nossas fraquezas, seja em que contexto for, o nosso senso comum tende a divagar para o oposto. Mas visto que é necessário, terei que o fazer inevitavelmente…

Duas, apenas duas finalidades, e apenas duas estratégias, os quais deva respeitar, em termos de oralidade… É-me difícil lembrar de alguma coisa. Recentemente, foram-me reveladas a minha falta de clareza em termos oratórios, assim como a incapacidade de escapatória, de distanciação da minha personalidade e consequente impossibilidade de aproximação à visão do sujeito poético. Poderia então chamar-lhes metas…
Com textos de Pessoa, no entanto, pareço conseguir relacionar-me com as palavras do autor, o que me permite ultrapassar dificuldades.
Ainda assim, para preparação, proponho-me a leitura de vários textos, líricos ou não, assim como a leitura repetida dos mesmos.
A pior parte talvez seja aquando da interposição do nervosismo na declamação de um poema, sem leitura, visto que em situação de leitura pareço ter uma boa avaliação. Não é a presença de público que me afecta, mas o receio de não declamar o poema por inteiro, o que me pode levar a cometer erros, como os acima descritos. Para este caso em especial, não tenho quaisquer ideias de melhoramento, ficando aberto a sugestões...