Perguntou-me antes de regressarmos às nossas casas.
Como lhe poderia dizer que todos os momentos que passei com ela tinham permanecido na esperança de regressar a ela permanentemente? Que a sua ausência me perturba mais que qualquer pesar?
Como lhe poderia dizer que fiz do objectivo do meu quotidiano esperar por ela, aguardar mais um momento que seja sorrindo sobre o seu olhar largo e brilhante? Que durante anos a única pessoa em quem confiei realmente o meu ser foi ela, sem que sequer se apercebesse da minha entrega?
Respondi-lhe meramente
«Claro»
aproveitando os momentos que partilhamos como a maior preciosidade que me é proporcionada ao longo dos nossos quotidianos, velando pela felicidade dela que perfará a minha própria, guardando a sua memória até ao dia seguinte em que conte com a sua presença novamente.
*
«Não queres esperar por mim?» Perguntou-me antes de regressarmos às nossas casas...
