De que vale termos uma vida?
De que vale fazermos algo de nós... se nos podemos desvanecer a qualquer momento?
De que vale viver... se não descobrirmos a razão... a razão de tanto sofrimento, de tanta confusão, de tantos distúrbios dentro de nós, de tanto trabalho... apenas para viver?
E valerá realmente a pena tanta vida vivida... gasta... a tentar sermos algo que nem sabemos se algum dia seremos verdadeiramente?
Valerá, de facto, tentar descobrir a felicidade… se não sabemos se algum dia chegaremos a encontrá-la verdadeiramente?
Mas, por outro lado, se não sabemos o restante tempo que temos… porque não explorá-lo ao máximo com o propósito de encontrarmos aquilo que procuramos com mais alento neste gigantesco e solitário universo?
No entanto, porque havemos de procurar algo que justifique a vida que tomamos… se não se prolongar até à perpetuidade dos tempos?
Valerá procurar a felicidade… se não for eterna essa felicidade... se não possuímos quaisquer garantias de que ela nos acompanhe até à nossa meta final, sequer?
E, portanto, se essa felicidade não é imortal, tal como nós não somos… que razão temos nós para viver?
De que vale viver... se não for eternamente?
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