quarta-feira, 10 de junho de 2009

Ódio

Odeio aqueles sentimentos capazes de dar cabo de nós durante uma vida inteira.

Odeio a culpa.

Odeio as saudades.

De certa forma,

até odeio o amor.

De alguma forma,

esse sentimento que invadiu a minha alma há bastante tempo atrás,

conseguiu proporcionar-me os melhores e piores momentos da minha relativamente pequena vida.

Muitos diriam que exagero,

muitos diriam que a vida proporcionar-me-á mais momentos desses,

eu digo que nunca mais terei momentos como os que passei contigo,

disso tenho eu a certeza.

Sonhos,

pesadelos,

nem sei bem,

invadem-me o sono fazendo promessas de regresso ao passado,

de reconciliação,

da inexistência de um final.

Acordo feliz,

volto a adormecer derrotado.

Não mudo nada na minha cabeça,

no meu coração permanece o sentimento,

a culpa,

a saudade,

o amor.

Tenho medo de mudar as minhas memórias.

Talvez esteja a cometer um erro,

um grande erro,

ao te escrever tudo isto,

ao te revelar todos os segredos que não me dão descanso durante a noite e que me torturam todos os dias que passam.

Mas sinto a necessidade de o fazer.

Odeio a culpa.

Odeio as saudades.

De certa forma,

até odeio o amor.

Mas a ti,

amo-te…

2 comentários:

Nônô disse...

Culpa? Saudades? Amor?
Viver? Era tão pior se não fosses capaz de viver. A culpa, as saudades, o amor provém daquilo que vives, numa vida que não se arrepende pelo o que não viveu.

Helena Marques disse...

Eu cá comento enquanto expressão fortemente lírica de um mundo interior, que pode ser já sem tempo ( lembrou-me o 2º período do ano passado?!, mas oportuna, porque foi necessária - a escrita é catártica (veja-se V. Ferreira!)- e ainda por cima saiu muito bem.

Dona Tuliolla