sábado, 20 de junho de 2009

Condições

De que vale termos uma vida?

De que vale fazermos algo de nós... se nos podemos desvanecer a qualquer momento?

De que vale viver... se não descobrirmos a razão... a razão de tanto sofrimento, de tanta confusão, de tantos distúrbios dentro de nós, de tanto trabalho... apenas para viver?

E valerá realmente a pena tanta vida vivida... gasta... a tentar sermos algo que nem sabemos se algum dia seremos verdadeiramente?

Valerá, de facto, tentar descobrir a felicidade… se não sabemos se algum dia chegaremos a encontrá-la verdadeiramente?

Mas, por outro lado, se não sabemos o restante tempo que temos… porque não explorá-lo ao máximo com o propósito de encontrarmos aquilo que procuramos com mais alento neste gigantesco e solitário universo?

No entanto, porque havemos de procurar algo que justifique a vida que tomamos… se não se prolongar até à perpetuidade dos tempos?

Valerá procurar a felicidade… se não for eterna essa felicidade... se não possuímos quaisquer garantias de que ela nos acompanhe até à nossa meta final, sequer?

E, portanto, se essa felicidade não é imortal, tal como nós não somos… que razão temos nós para viver?

De que vale viver... se não for eternamente?

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