sábado, 19 de setembro de 2009

Rainha mais desejada

Futebol. Provavelmente um dos temas mais polémicos e delicados para discussão. E ninguém se apercebe disso.

Já houve quem disse que «o lugar de Deus foi ocupado pelo Futebol», e nem admira que este desporto seja aclamado de “Desporto Rei”, pelos seguidores tão fiéis que em todo o quotidiano vemos. Aliás, eu o chamaria de Desporto Rainha, pois conquista mais rapidamente qualquer sujeito masculino que uma qualquer rapariga de seios jeitosos e rabo bem torneado. Conquista de tal forma que os ciúmes apoderam-se dos vários sujeitos e a disputa entre os membros dos diferentes clubes faz com que estes tentem tudo para fazer valer as suas opiniões. Mesmo que essa sensibilidade não se estenda aos restantes aspectos das suas vidas. No que toca a este desporto, a sensibilidade é igual à de uma menina de pequena idade.

Encontrava-me eu por paisagens arenosas quando ouvi um homem falar sobre a vitória do Benfica contra o Vitória de Setúbal com uma diferença de sete golos e como apenas tinham ganho a uma «equipa de mortos» e que tinham ganho os mesmos três pontos que o Sporting adquirira com uma vitória menor e não vinte. Ora isto mostra uma falta de respeito para com o “adversário” ao não saber considerar que «a outra equipa jogou melhor». Mas vá de argumentar contra o Benfica e como não significam nada oito golos numa partida. Para quê jogar bem, se basta jogar o suficiente? Ciúmes. Dor de cotovelo. Mas faz-se de tudo para mostrar que a sua equipa é «a melhor do mundo» e não se olham a meios para isso. Pois na sua idolatria, nem os adeptos do “Glorioso” descobrem o mal em arrancar cadeiras e arremessar coisas contra aqueles que ousam desafiar a sua “honra”. Vergonha, é o sentimento maior que tenho em pertencer a este grupo.

E até é um desporto porreiro e existe talento dentro dele, mas dentro dele apenas acho idiotice, pela forma retrógrada do pensamento à sua volta. Isto porque se vendem pessoas por uma absurda quantidade de dinheiro. Lembra-vos algo? O talento é escravo do negócio, na sua forma mais literal, e preferível seria se esse talento se mantivesse no seio da própria pessoa. De que vale jogar bem, se jogamos para outros e não para nós? Cada vez mais se tenta agradar aos nossos admiradores ao invés de nos agradarmos a nós próprios. E é por isso que o Cristiano Ronaldo «dá toques» perante milhares de pessoas sem pensar no que irá dizer. Importa a imagem, nada mais que isso.

Deixo-vos então uma pergunta, meus caros...
... valerá o futebol assim tanto a pena?

Sem comentários: