quarta-feira, 25 de julho de 2012

Beleza da incerteza

      Passados tantos anos sobre esse raro evento
deixei de o saber reconhecer
Ou talvez nunca mais ele tenha surgido
como naquele já ido presente
Será por ter ficado mais exigente naquilo que espero ver
que acabo por não aproveitar o melhor dele
Como posso eu determinar uma relação
por aquilo que se diz faz oferece ou quer
Como posso saber o que quero de alguém
      Passados tantos anos deixei de me preocupar
e de esperar seja o que for
Por talvez ser a melhor forma de viver
sem ser no querer de um passado já vindo
Desejar algo mais poderá esperar
no desejo de querer algo que não o desejado
Deixo-me ir no que existe
sem saber ao certo o que é
Deixo-me ir naquilo que se pode tornar

1 comentário:

Gonçalo disse...

A maior certeza da vida é a sua incerteza
Mas por vezes convém termos algumas certezas nas nossas vidas. Caso contrário, corremos o risco de cair no abismo do existencialismo em que tropeçou O Estrangeiro