terça-feira, 24 de julho de 2012

Revelação

Percorrendo o seu caminho, ele se mantinha
Sem qualquer olhar sobre ninguém
Por não haver conhecimento que quisesse travar
Nem conhecimento que já tivesse travado
Deixava-se ir num mundo absorto na sua própria seriedade
Por saber que nada mais faria falta nos minutos que gastava nessa rotina
Apesar de, diferentemente de todos que o rodeavam, ele o desejar
E, como reposta divina que inesperadamente surge, ele viu-a
De relance entrava no sítio onde ele se encontrava
Não era desconhecida mas o seu sorriso rapidamente esboçado
Prolongou-se durante horas na sua memória
Por revelar algo mais a que a sua seriedade não conhecia
Algo mais para a qual a esperança o não poderia preparar
E reconhecendo nesse presente passado num momento rasteiro
As memórias de momentos por vir, ele se confunde
Julgando poder perder esse momento no desinteresse da sua seriedade
Ou poder nesse momento a sua seriedade se perder
Perdendo a distinção entre um momento e outro
Profere então a palavra que decidiria como esse momento ficaria na memória de ambos
Olá...

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