Odeio aqueles sentimentos capazes de dar cabo de nós durante uma vida inteira.
Odeio a culpa.
Odeio as saudades.
De certa forma,
até odeio o amor.
De alguma forma,
esse sentimento que invadiu a minha alma há bastante tempo atrás,
conseguiu proporcionar-me os melhores e piores momentos da minha relativamente pequena vida.
Muitos diriam que exagero,
muitos diriam que a vida proporcionar-me-á mais momentos desses,
eu digo que nunca mais terei momentos como os que passei contigo,
disso tenho eu a certeza.
Sonhos,
pesadelos,
nem sei bem,
invadem-me o sono fazendo promessas de regresso ao passado,
de reconciliação,
da inexistência de um final.
Acordo feliz,
volto a adormecer derrotado.
Não mudo nada na minha cabeça,
no meu coração permanece o sentimento,
a culpa,
a saudade,
o amor.
Tenho medo de mudar as minhas memórias.
Talvez esteja a cometer um erro,
um grande erro,
ao te escrever tudo isto,
ao te revelar todos os segredos que não me dão descanso durante a noite e que me torturam todos os dias que passam.
Mas sinto a necessidade de o fazer.
Odeio a culpa.
Odeio as saudades.
De certa forma,
até odeio o amor.
Mas a ti,
amo-te…
2 comentários:
Culpa? Saudades? Amor?
Viver? Era tão pior se não fosses capaz de viver. A culpa, as saudades, o amor provém daquilo que vives, numa vida que não se arrepende pelo o que não viveu.
Eu cá comento enquanto expressão fortemente lírica de um mundo interior, que pode ser já sem tempo ( lembrou-me o 2º período do ano passado?!, mas oportuna, porque foi necessária - a escrita é catártica (veja-se V. Ferreira!)- e ainda por cima saiu muito bem.
Dona Tuliolla
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