que deveriam satisfazer algum deleite meu
visual ou de qualquer outra natureza
Mas já nenhuma me provoca qualquer inconsciente efeito
numa qualquer consciente observação
não por ter perdido o prazer de me deleitar
mas por nenhuma satisfazer aquilo que busco
Ah! penso eu, Como será possível
se existe tão variada escolha?
Precisamente aí reside o problema
não quero ter escolha
ou melhor, não desejo escolher por ter escolha
mas escolher por não haver escolha
Procuro e mais, desejo algum confronto
alguma rara hipótese de facilidade
pois se tal encontro não existir
e persistir
qual a graça de tão superficial sedução ou gosto
que apenas se mantém por breves momentos antes do enfadonho de uma relação baseada em tão pouca opção de escolha?
Saúdo com saudade esse fascínio a que resisto chamar sedução
por não ser padrão de beleza mas beleza sem qualquer padrão
Estarei a declarar-me? Talvez, se considerarmos tal efeito como causa
Mas não o considero assim
antes como uma descoberta que reclamo
Ah! relembro eu, As descobertas não possuem dono
são donas de si próprias
Nunca a poderei ter
Felizmente, não encontro angústia alguma neste acaso
pois não deixo de ser quem a olha fascinado
e a espera rever

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