sexta-feira, 21 de agosto de 2026

[+18] Implícito

Entraram no quarto. Nesse instante, não importava como tinham ali chegado. A intensidade dos seus explícitos desejos, dos beijos prolongados, molhados, abafava qualquer outro pensamento. Despiram-se mutuamente, a sua blusa, a camisa dele, a saia, as calças, cada peça caía no chão à medida que se dirigiam à cama. Tiraram as peças mais íntimas, agora completamente despidos de qualquer inibição. Calma mas convictamente, ela recuou sobre o colchão e deixou-se cair sobre os lençóis, enquanto ele a seguia de perto.

Prostrada nas suas costas, de pernas cruzadas, ela apoiou-se nos cotovelos e abriu, lentamente, ambas as pernas, revelando o seu sexo. A tesão dele, quente, infernal, aumentava a olhos vistos, o membro entre as suas pernas palpitando, rígido, encorpado. Ele avançou sobre a cama, a sua cabeça por entre as pernas dela, as mãos nas suas coxas. A língua dele tocava-lhe as partes não mais íntimas. Ela recostava a cabeça para trás, esticando o pescoço. Fechava os olhos, engolindo em seco. Uma longa inspiração, buscando o ar que ele lhe fazia perder, revelava-lhe inteiramente as costelas. Ai, a sensação de sentir o húmido entre os seus membros... A sua mão sobre a cabeça dele demonstrava a intenção de querer mais. Não pares, pensava ela.
Ele desenhava com as suas mãos as ancas dela. Beijava-a por todo o corpo, lambendo o umbigo, subindo pelo ventre até aos firmes seios. Ela beijou-lhe o pescoço enquanto o corpo dele se sobrepunha ao seu, as mãos dela abrançando as costas largas, robustas. Sentia os definidos abdominais dele roçando a sua pélvis. Desceu uma das mãos, tocando-lhe a expressiva protuberância que lhe roçava agora as pernas. Massajou-lhe o pénis, fazendo-o contrair os músculos das pernas, das definidas nádegas. Hmm, como podiam aguentar mais aquela expectativa...
*
O sexo que se seguiu não fora incrível. Não precisara. Sentiram a paixão um pelo outro naqueles largos momentos em que o suor de ambos se acumulara nos lençóis, uma única poça banida pela união dos seus corpos. Fora o suficiente para esquecerem ao que voltariam pela manhã.

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